Módulo Verde Ambiental
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Lodos ativados

Lodo ativado é o lodo resultante de um processo de tratamento de esgoto destinado à destruição de poluentes orgânicos biodegradáveis presentes em águas residuárias, efluentes e esgotos. O processo se baseia na oxidação da matéria orgânica, por bactérias aeróbias, controlada pelo excesso de oxigênio em tanques de aeração e posteriormente direcionado aos decantadores. O lodo decantado nos decantadores retorna ao tanque de aeração como forma de reativação da população de bactérias no tanque de aeração. Este retorno se dá na entrada do tanque onde o lodo em fase endógena se mistura ao efluente rico em poluente, aumentando assim a eficiência do processo.
É fundamental que a água a ser tratada não possua outros componentes que prejudiquem a vida de tais bactérias. As condições adequadas para o tratamento, tais como a concentração de oxigênio dissolvido, pH e a velocidade da água são essenciais ao perfeito funcionamento desse processo.

Fisico-químicos

Os processos de tratamentos fisico- químicos são  empregados na remoção de poluentes inorgânicos, metais pesados, óleos, graxas, cor, sólidos sedimentáveis, sólidos em suspensão, matérias orgânicas não biodegradáveis, sólidos dissolvidos por precipitação, sólidos voláteis, DBO e DQO.

Processos avançados de oxidação - PAOX

A oxidação química de compostos orgânicos é a parcial ou completa conversão destes compostos em dióxido de carbono e água sem a presença de microrganismos. No caso de uma oxidação parcial, os compostos originais podem ser parcialmente oxidados a substâncias mais biodegradáveis como álcoois, aldeídos, cetonas e ácidos carboxílicos. Os oxidantes mais comuns incluem ozono, cloro, dióxido de cloro, peróxido, ar, água supercrítica e permanganato de potássio. Atualmente existem também combinações destes oxidantes com luz UV.

A oxidação química pode ser utilizada como tratamento único ou como pré-tratamento, aumentando a biodegradabilidade ou toxicidade de certos afluentes, sendo estes então reencaminhados para outros tratamentos, como tratamento biológico, por exemplo.
Os processos de aplicação de peróxido de hidrogênio dividem-se em três categorias distintas:

  • 1) Aplicações simples, com injeção direta de peróxido;

  • 2) Processos avançados de oxidação, com a formação de radicais hidroxilo sem a presença de catalisadores metálicos (por exemplo, com utilização de ozono ou luz UV);

  • 3) Catalíticas, onde se enquadra o Reagente de Fenton, e que compreendem o recurso a um catalisador metálico.

Há mais de um século, H.J.H. Fenton descobriu que usando um catalisador de ferro e peróxido de hidrogénio muitas moléculas orgânicas poderiam ser facilmente oxidadas, em equipamento simples a pressão e temperatura normais.

Investigações posteriores levaram à descoberta do mecanismo de reação presente. O poder oxidativo do reagente de Fenton provém da divisão de H2O2 em OH- e radicais OH˙ (cuja reatividade é apenas ultrapassada pela Fluorina), em meio ácido, sendo o passo chave do processo a formação destes radicais.

Foram teorizadas um conjunto de reacções que levam à formação de radicais hidroxilo e recuperação do ferro:

Fe2+ + H2O2 --> Fe3+ + OH- + ·OH       
Fe3+ + H2O2 --> Fe2+ + HO2· + H+      

Dando-se então o ataque por parte do radical hidroxilo a um composto orgânico RH qualquer:

RH + ·OH --> R· + H2O       
R· + O2 --> ROO·                   
ROO· + RH --> ROOH + R·

Fitoquímicos

É um sistema de tratamento de águas residuárias por meio de solo e macrofitas, onde a depuração ocorre nas raízes.